O mundo mudou ou fomos nós que mudamos?
As
gerações denominadas X, Y e Z estão entre nós. Mas o que seriam essas gerações?
A
terminologia geração X surgiu pós
Segunda Guerra Mundial, marcado pela Alemanha Nazista e o Holocausto, de modo
que após esse período pós Guerra houve um alto índice de natalidade conhecido
de “Baby Boom”, especialmente nos
Estados Unidos, sendo os nascidos entre os anos de 1960 e 1982.
Diante
de todo esse contexto global passaram a ser vistos como uma geração de “pessoas jovens, sem identidade aparente, que enfrentariam um mal incerto, sem
definição, um futuro hostil” (ARAÚJO, 2017). Então eles sobreviveram a todo o
cenário aparentemente irrecuperável e estão entre nós.
Em
seguida surge a geração Y, os nascidos
entre os anos de 1980 e 1992, nascem inseridos no contexto tecnológico e das
redes. São filhos dos pais que passaram por transformações do Pós Guerra
(citado anteriormente) e que pela circunstância esses pais, agora, tem a chance
de oferecer um futuro [aparentemente] mais calmo para os seus filhos, daquilo
do que eles passaram.
A
geração Y “cresceu num mundo digital e está, desde sempre, familiarizado com
dispositivos móveis e comunicação em tempo real, como tal, pertence a um grupo
de consumidores exigentes, informados e com peso na tomada de decisões de
compra” (MEYER, 2017).
O cenário agora é outro, mas será que as pessoas
mudaram? No sentido intelectual e das
relações humanas. Ou mudaram a forma de agir e movimentar-se? Em detrimento do
contexto das técnicas.
Sobre
a geração Z, refere-se aos nascidos
entre os anos de 1992 e 2010, conhecidos também como os nativos digitais, que estão familiarizados “com a World Wide Web, com o compartilhamento de
arquivos, com os smartphones, tablets, e o melhor de tudo: Sempre
conectadas” (MEYER, 2017). Todo o contexto tecnológico os levam a estarem nas “nuvens”.
Meyer (2017) afirma que “são os que escutam pouco
e falam menos ainda. Pelos demais eles podem ser definidos como a geração que
tende ao egocentrismo, preocupando-se somente consigo mesmo na maioria das
vezes”. Penso que a geração Z possuem uma forma diferente de pensar e agir que
destoa das gerações anteriores, causando um certo impacto nas relações uns com
os outros.
A Polegarzinha,
de Serres, apresenta realidade real, virtual, educacional, política, econômica
e social em que os Polegarzinhos vivem, aponta as atividades e passagens que se
entediam facialmente, como se dão as relações [resquiciosa] do universo analógico
que se divide com o digital, e que vão exigindo transformações nesse mundo que
ficou apertado e pequeno diante do tanto de informações e que “não habitam mais
o mesmo espaço” (SERRES, 2013, p.19).
A
diversidade é imensa e vivemos uns com os outros, porém em partes, pois os
Polegarzinhos não tem muita paciência com aqueles que não são tão ágeis quanto
eles, mesmo que se apresente esforço para alcançar a velocidade deles. Naturalmente
se juntam-se em bandos e criam sociedades distintas que interagem sem
fronteiras. O céu é o limite. Bem, nem sempre o céu é o limite, pois vão além
dele. Na verdade a impressão que passa é que não há limites e fronteiras para
os Polegarzinhos.
Sim,
aparentemente surge uma nova sociedade, mais sociável, colaborativa (no sentido
de compartilhar informações), que sugere a descentralização do conhecimento. Nessa
direção nos cabe questionamento acerca do vem adiante. Se
para cada geração houveram interrogações e dúvidas, deixo aqui as minhas
inseguranças sobre o nosso futuro em termos de ensino, sociedade e pessoas.
Referências
Sobre
as gerações X, Y e Z, disponível em: https://www.oficinadanet.com.br/post/13498-quais-as-diferencas-entre-as-geracoes-x-y-e-z-e-como-administrar-os-conflitos
(acessado em 17.07.17).
Sobre
as gerações X, Y e Z, disponível em: http://www.infoescola.com/sociedade/geracao-x/
(acessado em 17.07.17).
Sobre
a imagem das gerações, disponível em: https://www.andreiasversut.com.br/single-post/2015/04/27/Voc%C3%AA-%C3%A9-da-Gera%C3%A7%C3%A3o-X
(acessado em 17.07.17).
SERRES,
M. Polegarzinha. Rio de Janeiro, 2013.

É necessário salientar que essa classificação em gerações se adequa aos países desenvolvidos. Na América Latina essa categorização só é válida para pequenos grupos, que vivem nas grandes cidades. A grande maioria da população não se enquadra - ainda hoje temos muitas crianças que nem conhecem um celular...
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