As Tecnologias Assistivas e a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)
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Ao
discutir a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) na educação e tão logo
inseri-lo na valor do compartilhamento e colaboratividade, pareceu-me pertinente
também discutir sobre o Projeto Político Pedagógico (PPP), assim como no quanto
a prática da TIC e educação estão ligadas ao currículo escolar.
No
entanto, ficam duas impressões. A primeira é de que a TIC está fora do âmbito
escolar, como se estive aquém dos muros da escola, onde transparece uma realidade
distante de acontecimento no uso educacional. E a segunda é que essa ausência compromete
o ensino, uma vez que a TIC está inserida no espaço escolar, mas por não fazer
parte do currículo educacional de forma efetiva para que os professores e os
alunos possam aplicar no ensino.
Em
linhas gerais, significa dizer que a Tecnologia da Informação e Comunicação faz
parte da nossa vida tal qual os livros didáticos se fazem presente nas escolas,
contudo, não há trato nesse relação do ensino e a vida escolar. O desconhecimento
é um fator preponderante, quer sejam por desconhecerem as metodologias
integrativas de uso ou por desconhecerem de uso das tecnologias em si. Isto posto, o professor André Azevedo da Fonseca fala sobre "como usar as novas tecnologias na Educação: sala de aula deve ser ambiente de criação" no vídeo abaixo:
Para não perde o foco da nossa conversa. Por
que, inicialmente, relacionei colaboratividade e PPP? Porque entendo que para desenvolver
um Projeto Político Pedagógico é necessário que algo esteja amparado em um
dispositivo legal para que haja efetividade em sua execução, o que nesse caso é
a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) existente desde de 1996.
Para a elaboração de um PPP, se pressupõe o envolvimento e o compartilhamento da
comunidade a fim de nortear as ações da escola, assim “com um PPP bem estruturado,
a escola ganha identidade clara, e a equipe, segurança para tomar decisões” (LOPES,
2010, p. 2).
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| http://praticaspedagogicastd.blogspot.com.br/2015/06/para-refletir.html |
Lopes
(2012) ainda afirma que as palavras Projeto demandam “propostas de ação
concreta a executar durante determinado período de tempo” (p. 1); o Político “considera
a escola como um espaço de formação de cidadãos conscientes, responsáveis e críticos,
que atuarão individual e coletivamente na sociedade, modificando os rumos que
ela vai seguir” (p. 1); e o Pedagógico “define e organiza as atividade e os
projetos educativos necessários ao processo de ensino e aprendizagem” (p.1). Nesse
sentido, exige-se colaboração e interação entre comunidade e escola. É a
comunidade dentro da escola, sendo representada por ela e mostrando o que é
mais importante para a sua comunidade.
Assim,
qual a seguridade legal da inserção e uso da TIC no espaço escolar? Pois me
parece que o desenvolvimento e uso dos recursos voltados para o ensino e
progresso educacional necessitam de Políticas Públicas para que se faça
existente, apesar de que mesmo com a legislação que visa assegurar, ainda assim
não se tornam garantia de uso. Sobre políticas públicas, Couto e Coelho (2013) declaram
que as
“políticas
públicas do governo federal para o uso e presença das tecnologias nas escolas
públicas fazem-se presente desde a década de 1990. Surgem a partir da definição
das necessidades sociais, as finalidades e objetivos que deverão ser alcançados
pelo sistema educacional e fazem parte de um conjunto que enfatize a melhoria
do ensino e da aprendizagem de alunos e professores” (p. 2).
Isso
tudo para dizer que tanto a construção de um PPP, quanto esse novo cenário educacional
no qual estamos experienciando, há a colaboração intelectual, onde
“podemos construir, de forma aberta e colaborativa,
políticas públicas para a educação, fortalecendo o professor e a escola enquanto
o lócus privilegiado, mas não o único, da interação entre as pessoas, do
respeito, da colaboração, da camaradagem, para que a escola, enquanto esse rico
e excitante espaço, possa ser plena em criação e formação política” (BONILLA e
PRETTO, 2015, p. 38).
Nessa
perspectiva, a tecnologia está para o ensino assim como o ensino está para o
desenvolvimento humano, em uma amplitude significativa, seja para atividades
práticas, para a segurança e monitoramento, seja para contribuir na qualidade
de vida. No contexto educacional, criamos possibilidades que auxiliam o
professor e o aluno no processo de ensino-aprendizagem. As Tecnologias
Assistivas (TA) são uma das possibilidades para o ensino das Pessoas com Deficiência,
limitações e dificuldades que o impedem de aprender (FILHO, 2012).
É
nesse cenário entre Tecnologia Assistiva, de colaborar, de compartilhar e de
preparo e autonomia do professor que tudo se encaixa para a qualidade do ensino.
Ficou confuso? Vou explicar. Em um contexto em que a TA atua na Educação
Especial existem pessoas que buscam criar e desenvolver ferramentas que visam
auxiliar o professor no processo ensino-aprendizagem das Pessoas com Deficiências.
Será que posso ir mais além?
De
modo que através dos pesquisadores e suas pesquisas que demonstram estar
empenhados em descobrir formas e dinâmicas que ajudem a diminuir as barreiras
de acesso ao ensino das Pessoas com Deficiência (PcD), dessa forma
compartilhando informações e conhecimento acerca das experiências cotidianas
entre professores-alunos-familiares-comunidade-sociedade, com a finalidade de desenvolver
e contribuir para a Educação Especial e a, conhecida, inclusão social. Isso é
uma forma de construir saberes que por meio da partilha alcança-se efetivamente
o objetivo comum que é o desenvolvimento educacional da Pessoa com Deficiência.
O professor Teófilo Alves Galvão Filho em entrevista para o programa "salto para o futuro" com o tema Tecnologias na educação especial. Fala entre outras coisas sobre a não associação entre TA e a TIC (4:00) e os dispositivos legais (11:31).
Estamos
diante de duas realidades. (1) Qual a formação do professor para utilizar a TA
nas escolas? Tendo em vista que as Tecnologias Assistivas e o conhecimento sobre
como ensinar um aluno com deficiência não possui visibilidade no currículo dos
cursos de formação de professores.
(2)
Perceber como a TA está se tornando um mercado de produtos que tem como
discurso a inclusão e a promoção da independência da PcD. É se apoiando nesse
discurso que cresce os serviços desenvolvidos por grandes empresas privadas que
muitas vezes desconhecem as reais necessidades da PcD, com isso são gerados
altos custos para as organizações (em sua maioria estatais) que para atender a
Lei de inclusão e, também, por desconhecimento das necessidades das Pessoas com
Deficiência fazem então a adoção do produto.
A
Reatech Brasil é considerado a maior feira de inclusão social da América Latina,
em que apresentam os maiores desenvolvimento tecnológicos em produtos,
equipamentos e serviços, que visam a reabilitação, inclusão e acessibilidade das
Pessoas com Deficiência na sociedade (dita) “normal”. Apresenta dados do IBGE
asseverando que o Brasil possui 46 milhões de Pessoas com Deficiência, o que
demonstra um público que certamente quererá estar incluído nos espaços sociais
dos “normais” e não ser tratado como deficiente. A matéria abaixo mostra um pouco sobre como é a feira Reatech Brasil.
Portanto, quais são as chances que
temos, de fato, para a criação, o desenvolvimento e o partilhamento de saberes
comuns de acesso a todos? Frente a competitividade do sistema econômico que
estamos disputamos soa como a expressão “enxugar gelo”.
Referências
BONILLA, Maria Helena; PRETTO, Nelson De Luca. Movimentos colaborativos, tecnologias digitais e educação. Em aberto,
Brasília, v. 28, n. 94, p. 23-40, jul./dez. 2015
COUTO, M. E. S; COELHO, L. Políticas Públicas para a inserção
das TIC nas escolas: algumas reflexões sobre as práticas. Colabor@ Revista Digital da CVA – Ricesu. Vol. 8, nº 30, 2013.
GALVÃO FILHO. Teófilo Alves. Tecnologia assistiva: favorecendo o desenvolvimento e a aprendizagem em
contextos educacionais inclusivos. In:
GIROTO, Claudia Regina Mosca; POKER, Rosimar Bortolini; OMOTE, Sadao.(Org.) As
tecnologias nas práticas pedagógicas inclusivas. Marília, Oficina Universitária;
São Paulo, Cultura Acadêmica, 2012. p. 65-92.
LOPES, N. O que é o Projeto Político Pedagógico (PPP). Nova Escola. Edição 11, 01. 2010.
Disponível em https://gestaoescolar.org.br/conteudo/560/o-que-e-o-projeto-politico-pedagogico-ppp (acessado em 02.07.17).
Sobre a Reatech Brasil, disponível em: http://reatech.tmp.br/16/2016/08/11/reatech-2017-promove-independencia-e-inclusao-as-pessoas-com-deficiencia-pcd/ (acessado em 02.07.17).
Sobre o vídeo "como usar as novas tecnologias na educação: sala de aula deve ser ambiente de criação", disponível em https://www.youtube.com/watch?v=Zge9v2jIhRA (acessado em 02.07.17).
Sobre o vídeo "feira exibe novidades para pessoas com deficiência", disponível em https://www.youtube.com/watch?v=Aicm_Rk5nLQ (acessado em 02.07.17).
Sobre o vídeo "tecnologias na educação especial", disponível em https://www.youtube.com/watch?v=4HvZ090koqQ (acessado em 02.07.17).


veja a importância do desenvolvimento de tecnologias livres para atender grande parte da população e, especialmente, para a educação. Democratizar o uso passa pela quebra das patentes e do copyright. Enquanto a sociedade e os governos não investirem nessa dimensão, a sociedade fica refém do mercado, e aí só quem tem poder econômico pode ter acesso...
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