Mundo digital e o Ensino
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Em nossa atualidade tecnológica. No espaço da
rede, sendo potencialmente acessível nos Países desenvolvidos e
problematicamente inacessível nos Países emergentes, temos a chance de
encontrar na Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) a possibilidade de desenvolvimento
intelectual, social, etc, o que aparentemente são características que se
apresentam nas sociedades desenvolvidas, ao menos as reconhecidas assim.
Ao mesmo tempo, na nossa realidade, nos
deparamos com aqueles que conseguem e não conseguem navegar na rede. Tal
dualidade de inclusão ou exclusão digital é discutido por Bonilla e Oliveira (2011)
em “Inclusão Digital: ambiguidade em curso” (p. 23).
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A finalidade do digital no cenário pedagógico
está distante da capacidade de desenvolvimento do qual pode proporcionar. Na
tentativa de ser entendida, assevero que a formação pedagógica é limitada
frente as possibilidades que o mundo digital é capaz de provocar. Inexiste claridade
suficiente acerca do tema ensino/educação digital nos cursos de formação
pedagógica. Inclusive, quando se menciona internet e computador somos remetidos
a jogos e lazer.
Independente dos contextos utilizados para
excluir e incluir. A inclusão digital está aí para criar essa esfera dicotômica
entre inclusão e exclusão? Não se apresenta como mais um discurso do que um
conceito?
Dessa forma, como pensar metodologias de
ensino que possam fugir disso? E mais, como pensar estratégias que afirme sua
utilidade nos espaços educacionais? Parece que as ações entre prática
pedagógica e sua funcionalidade estão imbricados. De modo que possamos ir além
do discurso excluído/incluído, pois o que aparenta é que não passa de um discurso. Não
estou afirmando que seja um tema irrelevante ou desnecessário, porém a prática
pede muito mais do que posições nominais.
Podemos considerar que os alunos conheçam o
mundo digital? De repente, se observarmos que muitos deles fazem uso dos
dispositivos móveis com sua internet "3G" ou quando captam o sinal da rede sem
fio de algum espaço público. No entanto, a grande problemática reside nos altos custos para acessar a rede.
Uma porta de acesso ao mundo digital são os
espaços educacionais, no entanto, esses ambientes limitam o acesso dos alunos,
por acreditarem que a rede é um caminho de dispersão, pois não percebem os
ricos conteúdos, saberes e conhecimentos possíveis e compartilhados existente que
estão disponíveis para o ensino.
Os ambientes educacionais desconhecem ou têm
medo do potencial que as máquinas e as redes proporcionam. Estão preocupados em
não quererem sair da “caixinha” de ideias, que esquecem o que a caixa “computador”
(que nem é mais caixa) pode proporcionar. Nesse sentido, indissociavelmente resurge
o tema letramento digital.
Resgato um pouco da postagem “10
Gigas de rede para carregar, senão ficamos para trás”, Sabillón e
Bonilla (2009) apresentam uma nova perspectiva conceitual para o tema do
letramento digital que dialoga com Bonilla e Oliveira (2011), igualmente em uma
dimensionalidade do que representa o digital para os alunos, assim como o
digital ou a rede representam para as instituições de ensino. Onde os alunos
estão naturalmente inseridos na rede, mas as instituições de ensino não
percebem o quanto podem se dispor disso, do acesso a rede e aos conteúdos retirados dela.
Sabillón e Bonilla
(2009) propõe o letramento digital para além da leitura em tela. Enquanto Bonilla
e Oliveira (2011) trazem reflexões acerca da inclusão/exclusão digital,
sobretudo os movimentos políticos-pedagógicos-social que circundam entre nós.
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As escolas precisam mais do que políticas públicas para implantar laboratórios de informática, se pensarmos dessa forma nos situamos no discurso do consumo do detentor do poderio aquisitivo entre aquele que não detém, nos perdemos na dualidade que “embasa a reprodução da ordem social e a transformação dos indivíduos para adaptarem-se ou inserirem-se numa sociedade modelada a partir dos interesses econômicos” (BONILLA E OLIVEIRA, 2011, p. 28). É preciso afirmar uma razão singular sobre a existência de computadores, rede, acesso ilimitado, etc, de um modo que não atinja o ego ou amedronte as pessoas que constituem a escola.
Na tentativa de ser mais clara, é apresentar aos professores e
gestores dos espaços escolares sobre o potencial educacional que a rede e os
dispositivos podem proporcionar.
Referências
BONILLA, Maria Helena; OLIVEIRA, Paulo Cezar.
Inclusão digital: ambiguidades em curso. In: BONILLA, Maria Helena; PRETO,
Nelson De Luca (org.) Inclusão digital: polêmica contemporânea. Salvador:
Edufba, 2011, pp. 23 – 48.
SABILLÓN, Cinthia Margarita, BONILLA, Maria
Helena. Letramento Digital: uma nueva perspectiva conceptual. A liberdade
digital de aprender. Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Anais do SENID. Salvador/BA.




Bacana a aproximação que vc faz entre os dois temas: inclusão e letramento digital. É isso, o interessante é ir estabelecendo relações entre todas as discussões que vamos fazendo.
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