Democracia versus Cibercidadania
A
apropriação da tecnologia digital visam garantir sucesso e desenvolvimento social
e educacional, gerando a discussão daqueles que fazem usam da tecnologia
digital entre aqueles não a utilizam, ou seja, entre incluídos e excluídos. Em
um contexto que encontramos a inclusão/exclusão iniciam-se as discussões e
políticas públicas para incluir os excluídos, segundo Silveira (2011) a partir
de 2003 aconteceram dois fenômenos consideráveis,
O
primeiro foi o projeto de política digital no Ministério da Cultura e a
proposta de digitalização dos Pontos de Cultura, que era constituídos por
movimentos e grupos de artistas e produtos culturais que passaram a receber
recursos do governo como apoio às suas atividades. Isso trouxe novos atores
populares e ativistas para o debate do uso das tecnologias de informação pelas
comunidades. O segundo teve na dificuldade de organização e implementação
consistente de uma política pública de inclusão digital pelas esferas estatais
o principal incentivo para a explosão das lan houses, centros de acesso pago à
internet, mantidos por micro e pequenos empresários nas áreas periféricas. (p. 50).
De modo que as pessoas puderam
adquirir computadores pessoais e acessavam a rede, de alguma forma, sendo em banda
larga ou não. As tecnologias, de uma forma geral, provoca mudanças na sociedade,
em âmbitos educacionais, da saúde, nas relações sociais, etc. Estamos cada vez
mais imergidos no mundo tecnológico, com aparatos “de primeiro mundo”, estando
incluídos ou excluídos.
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A
grande discussão da cibercidadania é democratizar o acesso das pessoas a rede,
pois entende-se que através da rede é possível acessar a informação e
comunicação, possibilitando a expansão de conhecimento, ascensão e
desenvolvimento cidadão. Assim, Silveira (2011) sugere que “a hipótese
de Castells baseia-se na importância derradeira da interação entre comunicação
e relações de poder no contexto tecnológico que
caracteriza a sociedade em rede” (p. 52). Ou seja, em um sistema econômico que visa o controle e concentração do capital (na mãos de poucos), qual poder democrático pretende tornar o conhecimento acessível? Sobretudo, permitir que esse conhecimento ofereça riscos a supremacia capitalista consumista.
Ao
democratizar o acesso a comunicação e informação, é oferecer oportunidades
diversas aos que estejam conectados, mas como ter acesso a rede? se a demanda
de consumo da rede está sobre controle das empresas privadas. Ao mesmo tempo
que se controla a banda da rede também está se controlando o acesso a
comunicação e informação. Todo esse movimento é refletido na sociedade,
consequentemente na educação. Especialmente na educação, em que se depende do
acesso a rede que possibilite a ampliação do conhecimento para o crescimento
social e humano, de modo que seja coletivo, pois se proceder de forma
individual então será desigual. Em sendo desigual não se pode considerar democrático.
Referências
SILVEIRA,
S. A. Para além da inclusão digital: poder comunicacional e novas assimetrias. In: BONILLA, M. H.
PRETTO, N. De L. Inclusão digital: polêmica contemporânea. Salvador: ADUFBA,
2011, p. 49 – 59.


pensar a cibercidadania é pensar os territórios de reivindicação de direitos, e estes agora passam pelas redes digitais. Portanto, se articular, criticar, reivindicar, se mobilizar em rede faz parte da constituição da cibercidadania.
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