10 Gigas de rede para carregar, senão ficamos para trás

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A assertiva a respeito do letramento digital se mostra, em sua maioria, positiva. Até por entender que o “letrado digital” está nos vários cenários por onde perpassam as letras, leitura, escrita e tudo o que envolve o mundo da comunicação.

É notória a afirmativa que temos ganhos com o letramento digital. Mas somente ganhos? Podemos discutir que também existem algumas perdas. Uma delas está no que se refere a homogeneidade digital. A homogeneidade digital visa a massificação do uso das tecnologias digitais. A homogeneidade digital, de um modo geral, visa a massificação do uso das tecnologias digitais. De forma coerente, se coloca como algo comum e expressa igualdade para todos. Em nosso caso, estamos falando de tecnologia digital, mais especificamente de letramento digital. 

Tal tema, letramento digital, é muito discutido e tratado nos vários conceitos, Ribeiro (2009) assevera que “os letramentos surge da necessidade dos pesquisadores de fazer “recortes”, de discernir que tipo de letramento e quais habilidades especificas desejam estudar ou ajudar uma comunidade a desenvolver” (p. 33). Nesse sentido, sua compreensão geral é que a pessoa que atende a descrição do letramento digital necessita não só a compreensão primária da leitura, escrita e compreensão, mas acima de tudo utilizar as técnicas no que se refere ao uso computacional, acesso e a navegação em rede.

 Um dos impactos do letramento digital pode ser exemplificado quando utilizamos a correção automática das palavras dos sistemas de escrita (em aparelhos móveis, editores de texto, etc), então nesse momento estamos “treinando” o nosso cérebro para a distração da ortografia, dessa forma por vezes acontece de esquecermos como as palavras são acentuadas, escritas, inclusive até sobre efeito da nova regra ortográfica. Outro exemplo é o GPS (Global Positioning System) que nos oferece a possibilidade de nos localizarmos, encontrarmos lugares, traçarmos rotas, etc. ao mesmo tempo que nos retira o senso de localização.

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Esses efeitos podem ser analisados como positivos, se pensarmos na velocidade que nos comunicamos, bem como na praticidade em que é sugerida a palavra que vão sendo corrigidas de forma automática, nos poupando tempo e pouco raciocínio em como tratamos a escrita em detrimento da comunicação.

Mas será que são somente reações positivos? Quais os efeitos dessa praticidade na educação? Ou como sugerido pelo tema inicial: letramento digital. Uma educação de massa? Letramento digital de massa?


Nos tornamos cômodos com as facilidades oferecidas com as tecnologias digitais, de repente até com a tecnologia no geral. Tão logo o letramento digital foi absorvido por esse sistema. Porventura por se tornar um atrativo incomum, por aderir aos novos perfis estudantis, até por necessidade frente a inovações no ensino. Será apenas uma novidade para assegurar que haja audiência nos espaços educacionais?

Referências

SABILLÓN, Cinthia Margarita; BONILLA, Maria Helena. Letramento Digital: una nueva perspectiva conceptual. A liberdade digital de aprender. Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia (UFBA). Anais do SENID. Salvador/BA.
RIBEIRO, Ana Elisa. Letramento digital: um tema em gêneros efêmeros. Revista da ABRALIN, v.8, n.1, p. 15-38, jan./jun. 2009.

Comentários

  1. o que propomos no texto Letramento Digital: una nueva perspectiva conceptual é justamente superar o reducionismo do conceito de letramento digital, trazendo uma perspectiva de conhecimento do contexto digital e crítica aos processos que aí se desenvolvem...

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